bom profissional
14/09/2020

Eu sou um bom profissional?

Ana Nascentes

Para começar a ponderar sobre ser ou não um bom profissional, responda com honestidade às questões a seguir baseado nas suas experiências profissionais:

  • Propõe soluções para os problemas que apresenta?
  • Sabe priorizar as tarefas no dia a dia?
  • Tenta aprender coisas novas?
  • Sabe contradizer superiores respeitosamente?
  • Tem metas ambiciosas?
  • Mantém suas promessas?
  • Se auto avalia e dá atenção aos feedbacks alheios?
  • Reserva espaço na agenda para olhar ao seu redor?

Se a resposta para a maior parte das perguntas foi “sim”, então você provavelmente está trilhando um bom caminho, respeitado na sua empresa ou área de atuação.

Esses são alguns dos principais aspectos que podem indicar se você é bom no que faz e se é visto dessa forma pelos seus pares. Inúmeras pesquisas vêm comprovando há décadas que, para construir uma carreira bem-sucedida, não basta apenas ter competência técnica nas especificidades da sua função. É preciso, também, contribuir para que o trabalho possa fluir coletivamente.

Algumas características são corriqueiras: um bom funcionário é pontual, se veste apropriadamente, sabe compartimentalizar e equilibrar assuntos pessoais e profissionais, se relaciona bem com os colegas e se comporta tendo em vista o coletivo.

Outras, no entanto, são mais sutis. Por exemplo: você pode ser um excelente observador da companhia de maneira macro, é capaz de prever que uma falha vai acontecer e identificar as fragilidades de um determinado setor. Contudo, em todas as reuniões das quais participa, você chega carregando uma lista de problemas, sem ter se dedicado previamente a pensar e propor soluções para os mesmos. Profissionais admirados no ambiente de trabalho costumam, ao menos, rascunhar caminhos possíveis antes mesmo de apresentarem o problema.

Saber priorizar adequadamente as tarefas, evitando desperdício de tempo e de recursos. Organizar a agenda de maneira a dedicar-se a aprender sempre um pouco mais. Estabelecer objetivos ambiciosos – porém, realistas – e sempre cumprir o que se propõe a fazer. Essas são outras características extremamente valorizadas no ambiente corporativo.

Acima de tudo, conseguir olhar para si mesmo com o máximo de objetividade. É comum que alguns profissionais dêem o melhor de si, mas não permitem que as pessoas ao seu redor vejam isso nem enxerguem as complexidades em torno do trabalho desenvolvido. Isso costuma gerar uma incompatibilidade entre a identidade e a reputação do indivíduo – ou seja, como ele se vê e como os outros o enxergam.

Essa troca com os colegas, com os gestores e os subordinados, é essencial na agenda de um profissional que quer crescer. Se este é seu objetivo, dar e receber feedbacks são práticas que devem ser parte fixa da sua rotina.

Pontos fortes x pontos fracos de um bom profissional

Um dos resultados do hábito de se autoavaliar e ouvir as opiniões alheias a nosso respeito é que fica mais fácil identificar quais são suas forças e suas fragilidades no âmbito do trabalho e acompanhar sua evolução. Isso pode contribuir para identificar quais as que você deve buscar desenvolver, melhorar ou potencializar.

Falando, parece até fácil, não é mesmo? Sabemos que não é. Mas, também não precisa ser tão difícil. Existem várias ferramentas que podem contribuir com seu desenvolvimento profissional neste sentido.

Há, por exemplo, a abordagem Gallup – CliftonStrengths, um programa que parte de 177 perguntas para mapear as competências do indivíduo e fornece um relatório completo classificando suas habilidades em 34 temas organizados pelo método.

Esses recursos podem ajudar a estruturar melhor a visão que o próprio indivíduo tem de suas competências, fornecendo um ponto de partida e um norte a seguir na hora de seu desenvolvimento profissional.

Pesquisar, estudar sua própria produtividade e atuação profissional, e tomar atitudes concretas para melhorar são passos importantes para se tornar bom no que você faz. Mas tudo isso começa com o primeiro passo: a autoavaliação.

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