13/04/2021

Conheça as maiores causas de estresse no mundo

Priscila Belinschi

Dinheiro não traz felicidade, mas a falta dele é o principal fator de estresse da humanidade, segundo um estudo global da GFK conduzido em 2015. As finanças disponíveis para se viver foram apontadas por 29% das pessoas que participaram da pesquisa, em 22 países, como o que mais causa estresse.

Esse resultado não era inesperado, já que os níveis de pobreza e a desigualdade social são, de fato, associados a baixa qualidade de vida, por razões óbvias. Mas o que mais impressiona no levantamento é que a falta de dinheiro não está muito distante dos aspectos que aparecem em seguida na lista.

A Pressão que cada um coloca sobre si é a principal causa de estresse de 27% dos entrevistados, apenas 2% a menos do que a primeira, seguida por Falta de dormir, com 23%, Falta de tempo para atividades que se gostaria de fazer (22%) e Quantidade de tarefas diárias (19%).

No Brasil, em que 37 % da população sofre de estresse severo, e em países latino-americanos como Argentina e México, outro fator entra na conta: a falta de segurança. No Top 3 brasileiro, Pressão sobre si mesmo divide espaço com a Segurança Pública, seguido por Não dormir o suficiente.

É evidente que, se analisadas em detalhes, provavelmente todas essas causas estão, de alguma forma, atreladas à primeira. Contudo, é sintomático de uma humanidade em desequilíbrio que muitos desses causadores de estresse estejam dentro da mente dos indivíduos.

A prevenção entre os jovens

Embora o estresse seja uma condição que não apresenta preferência por idade, diferentes gerações parecem lidar de maneiras também diversas com as situações que levam a ele.

Uma pesquisa realizada pela SulAmérica em 2016 com mais de 43 mil brasileiros mostrou que, nas 13 capitais estaduais do País, quem sofre mais com o estresse são os jovens. 37,1% dos entrevistados entre 24 e 37 anos e 35,9% com até 23 anos apresentavam estresse.

Na pesquisa, 76% dos entrevistados apontavam o trabalho como o responsável, contra 63% que acreditavam ser a preocupação com dinheiro a responsável.

Desde muito cedo na carreira, os indivíduos que têm dificuldade de manter uma rotina equilibrada, com espaço para atividade física, alimentação adequada e momentos de lazer, começam a apresentar sintomas de estresse. 

Por isso, a solução apontada tanto pela psicologia quanto pela medicina para ajudar a reduzir os níveis da doença ao redor do mundo é enfatizar a necessidade de rotinas mais leves, com menor sobrecarga de trabalho e mais espaço para atividades prazerosas e de relaxamento. 

Há, ainda, estudos que apontam que abrir espaço para essas práticas que mostrem ao corpo que o indivíduo está dedicando tempo para si mesmo ajudam inclusive a melhorar os níveis de produtividade

Praticar exercícios físicos aumenta os níveis de endorfina, que é um grande aliado no combate ao estresse, e realizar atividades que tragam prazer, respirar adequadamente, soltar a musculatura e buscar práticas que ajudem a melhorar a qualidade do sono são ações urgentes para evitar um colapso emocional das futuras gerações. 

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